sábado, 20 de maio de 2017

Rei Arthur - A Lenda da Espada



“Rei Arthur - A Lenda da Espada”- “King Arthur - Legend of the Sword”, Estados Unidos, Austrália, Reino Unido, 2017
Direção: Guy Ritchie

Todo mundo já ouviu falar de Camelot. Tantos livros, filmes, musical da Broadway, animação. Mas há sempre um modo novo de olhar a saga do Rei Arthur. Foi o que fez o talentoso diretor inglês Guy Ritchie, 48 anos.
Aqui, ele é um menino que olha assustado e escondido a morte de seu pai, o rei Uther Pendragon e vai parar num bordel, onde esquece suas origens até que é chamado ao seu destino. Só em sonhos terríveis, dos quais acorda assustado, é que Arthur vai começar a lembrar-se daquela noite de onde foge desde que ela aconteceu.
O másculo e simpático Charlie Hunnam é Arthur quando jovem. Camelot e Guinevere estão longe ainda no tempo e ele tem que lutar contra o demoníaco tio Vortigern que assassinou seu pai e sua mãe, para merecer “Excalibur”, a espada mágica e poderosa forjada por Merlim, o mago, que vai fazê-lo rei das terras que muito depois virão a ser a Inglaterra.
Guy Ritchie cria um mundo de sombras e fogo, animais mágicos, soldados sem rosto, uma torre macabra, um poço onde mora a maldade e uma Londonium medieval, que vai ser a Londres que conhecemos, que é palco de lutas corpo a corpo, flechas e espadas que se chocam, em suas ruelas estreitas.
E é de lá que sai Arthur, criado pelas moças do bordel, que o encontraram enrolado em peles num barco que chegou às margens do rio. Outros heróis, de outras culturas também nasceram das águas para outras vidas.
O tema principal do filme é o renascer de Arthur para tornar-se rei e derrotar seus inimigos. Ele é bem intencionado e não é cego pela ânsia do poder. Ao contrário, vai ter que entender que precisa abandonar sua vida simples para tornar-se o protetor do povo e criar um reinado de paz.
Apenas uma mulher, a maga (Astrid Bergès-Frisbey) tem lugar nessa história. Nem a bela Dama do Lago, que aparece numa das mais bonitas cenas do filme, flutuando nas águas transparentes, com seu vestido de águas-vivas, ajudando Arthur a recuperar Excalibur, tem relevância.
O pai, o masculino, a potência do falo, o poder, o autoconhecimento da força do corpo e da mente é que vão criar o rei Arthur. O bem e o mal, o pai (Eric Bana) e o tio (Jude Law) brigam por Arthur. E fica claro que um menino precisa de um modelo masculino e do amor do pai para tornar-se homem.
Por isso, o filme é todo músculos, pernas, corpos em luta, muita testosterona e adrenalina, não esquecendo a camaradagem entre companheiros que, sem solenidade, com humor e valentia, vão se tornar os Cavaleiros da Távola Redonda.
Bom entretenimento, visual atraente, cenas em câmara lenta e rápida, figurinos que lembram o contemporâneo nos detalhes, a música de percussão de Daniel Pemberton, tudo isso faz com que “Rei Arthur-A lenda da Espada”, mereça ser visto.
Apesar de um pouco atordoante, tenho que reconhecer.



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