domingo, 15 de julho de 2018

Hannah




“Hannah”- Idem, Itália, 2017
Direção: Andrea Pallaoro

O curso de teatro que Hannah frequenta é um lugar onde poderia expressar emoções que na vida ela se proíbe. Talvez. Estranhamente, diálogos e pequenas cenas que ela representa lá, durante o filme, lembram idênticos momentos de sua vida. Parece que o diretor italiano Andrea Pallaoro avisa o espectador: prestem atenção nela.
Charlotte Rampling, atriz inglesa, 72 anos, é Hannah, uma mulher complexa e enigmática, até que entendemos melhor o contexto em que ela vive. No grupo de teatro ela interpreta como uma ficção, a terrível realidade.
E naquela mesa onde janta com o marido (Andre Wilms), o silêncio é o que resta, além de ações automáticas como comer, trocar a lâmpada que queimou, ir deitar. Mas uma massagem que ela faz com carinho nas costas do marido é um detalhe importante. Hannah expressa cuidado e amor.
O que aconteceu com aquele casal que parece caminhar para algo terrível ou ter vivido um drama pesado?
As duas opções parecem ser verdadeiras. Mas não ficamos sabendo logo. A história se desenrola devagar.
No dia seguinte, eles se vestem e ela pergunta:
“- Está pronto?”
Ele se curva e acaricia um cão, sussurrando palavras doces e amorosas. Uma despedida?
No taxi ele entrega a ela seu relógio. Entram num lugar que é uma prisão. Ele se entrega. Houve um crime?
Quando ela volta ao apartamento, ao colocar as roupas dele sobre a cama, temos a impressão de ver as roupas de um morto. Ela está de luto.
Seu rosto, filmado em close quase o tempo todo, expressa angústia, raiva, grande tristeza e um mergulho no lado mais escuro de sua alma.
Mas alguma esperança ainda resta. Porque ela trabalha como faxineira na casa de uma família rica e deita o menino cego em seu colo para fazer os carinhos que ele pede. Ela faz isso lembrando que tem um filho e um neto. Mas não mais. Foi expulsa da casa deles com um bolo de aniversário na mão.
O que aconteceu de tão grave? Que crime é esse que também a compromete?
Ouvimos uma mulher batendo na porta do apartamento e pedindo para falar com ela. Uma conversa de mãe para mãe, diz a voz. Ela não abre a porta. Mas há indícios que se confirmam quando ela encontra fotos escondidas.
O que interessa aqui não é a revelação de um crime. É o essa situação vivida faz com Hannah. Parece que ela afunda dentro de si mesma. Quando desce as escadas intermináveis do metrô, quando olha a carcaça da baleia na praia, quando joga fora os lírios mortos ou as fotos que encontrou.
Até quando ela vai aguentar?
Charlotte Rampling ganhou o prêmio de melhor atriz por sua Hannah no Festival de Veneza de 2017.
Merecido. Ela é o filme.

sábado, 14 de julho de 2018

Nos Vemos no Paraíso




“Nos Vemos no Paraíso”- “Au revoir là-haut”, França, 2017
Direção: Albert Dupontel

Numa cena original, vemos um cão pastor alemão, correndo entre crateras de um campo de guerra, para levar às mãos do oficial encarregado, dentro da trincheira, um aviso secreto de cessar as hostilidades.
O Tenente Pradelle (Laurent Lafitte) ignora a ordem oficial e faz uma maldade. Manda dois soldados, em plena luz do dia, para uma missão de reconhecimento. Estão condenados à morte.
E outros também morrerão porque os alemães revidam. São de novo o alvo a ser riscado do mapa. O Tenente comanda o inútil combate, a poucos dias do Armístício.
Isso é contado por Albert Maillard (Albert Dupontel) durante um depoimento à polícia em 1920, no Marrocos. Por que? Saberemos aos poucos, num longo “flashback”.
Percebemos que, ambientado no fim da Primeira Grande Guerra, novembro de 1918, vamos ouvir falar nesse filme sobre as consequências das guerras no comportamento dos homens, que ganham muito dinheiro em negócios escusos.
E é também a história de uma grande amizade.
Assim, vemos que durante a última batalha, Albert fica conhecendo Édouard Péricourt (Nahuel Pérez Biscayart). O escriturário e o jovem, filho de uma família rica, não tem nada em comum, a não ser o laço criado na luta pela sobrevivência, naquele campo de batalha. O jovem salva Albert numa situação difícil e por causa disso é atingido por uma bomba e tem o rosto desfigurado.
No hospital, Albert ajuda Péricourt a ter um alívio de suas dores. Rouba morfina. A gratidão de Albert é enorme e faz tudo que Édouard pede a ele. Inclusive dizer à sua família que ele morreu. Está brigado com o pai (Niels Arestrup).
Os dois vão viver juntos em Paris. E o jovem artista, além das belíssimas máscaras que faz para esconder seu rosto, vai convencer Albert sobre dois planos de vingança.
O filme ganhou cinco Césars, inclusive o de melhor diretor e melhor roteiro, adaptado do livro de Pierre Lemaitre, ganhador do Prêmio Goncourt, além de melhor cenografia, fotografia e figurinos (Mimi Lempicka).
“Nos Vemos no Paraíso” é um espetáculo visual bem cuidado nos mais ínfimos detalhes e o elenco convence com interpretações dramáticas que nunca descambam para o ridículo, apesar das extravagâncias da história.
É um filme que merece ser visto por um público exigente.


sexta-feira, 13 de julho de 2018

Lida Baarova




“Lida Baarová”- Idem, Alemanha, 2016
Direção: Filip Renc

Aquela velha senhora que aceita dar entrevista a uma jornalista, aos 86 anos, ainda guarda gestos de Lida Baarová, que foi uma das mais famosas estrelas de cinema na antiga Tchecoslováquia, onde nasceu em 1914.
Inicia-se assim um longo “flashback” que mostra como comçou sua carreira, aos 17 anos, incentivada por sua mãe. Ela, que já fora atriz sem sucesso, acompanha a filha nas gravações e fica radiante quando as duas vão para Berlim em 1934 a convite dos estúdios UFA, o mais importante da época, bancado pelo governo de Hitler, o Fuhrer nazista, a quem todos deviam obediência.
A mocinha teve que trabalhar seu alemão com sotaque para ser convidada para o papel principal em “Barcarole” onde contracenaria com o galã alemão, seu ídolo, Gustav Frohilich (Gedeon Burkhard).
E claro, os dois vão viver um romance, apesar de Gustav ser casado. Lida muda-se para a casa dele e torna-se vizinha do Ministro da Propaganda Nazista, Joseph Goebbels.
E Lida Baarová vai ser a amante, por dois anos, daquele que mandava no cinema da Alemanha, inclusive.
O narcisismo exaltado parece ser o traço de personalidade que os une, além da atração pelo poder. Não há em nenhum dos dois uma avaliação das consequências de seus atos. Pensam apenas na própria satisfação de seus desejos.
Lida, totalmente alienada do que acontecia na Alemanha, ou talvez não querendo ver nada além de sua imagem no espelho, fechada em sua redoma de egoísmo, se envolve com o homem que a humanidade vai chamar de monstro.
Goebbels, pequeno e manco, era considerado um perigo para as mulheres. Possuia todas que queria. Seu poder era imenso. Era o ideólogo do nazismo.
Será o ponto final nas ambições de Lida, que é barrada em suas intenções envolvendo Goebbels pelo próprio Hitler.
Começa a derrocada de Lida Baarová, proibida de filmar na Alemanha. Ela ainda faz alguns filmes na Itália e Espanha, mas seus sonhos de grandeza não tinham mais a menor chance de acontecer.
O filme é bem cuidado e o elenco funciona bem. Mas seu principal mérito é alertar para o fato de que uma vida é consequência das escolhas que fazemos e da maneira que as vivemos.
Lida Baarová, que tinha sido convidada para trabalhar em Hollywood e recusara por seu amor a Goebbels, diria no fim de sua vida, com sua habitual presunção:
“- Eu poderia ter sido maior que Marlene Dietrich...”

terça-feira, 10 de julho de 2018

As Boas Maneiras




“As Boas Maneiras”, Brasil, 2017
Direção: Juliana Rojas e Marco Dutra

“Era uma vez uma bela princesa”, está escrito em latim no capacho do apartamento de Ana. Clara, uma moça negra que procura trabalho, não sabe ler latim. Ela sai do elevador de serviço para onde foi mandada pelo porteiro, olha com espanto os dizeres do capacho e toca a campainha.
Ana (Marjore Estiano, esplêndida) está grávida e veio do interior, onde morava na fazenda dos pais, para São Paulo. Clara (Izabel Zuaa, magnífica) não tem referências porque parou de trabalhar para cuidar da avó no fim da vida. Ficou incompleto seu curso de enfermagem. E experiências de vida não constam no currículo. Porém é isto que chama a atenção de Ana, que está à procura de ajuda. Só que nem ela sabe bem do que precisa...
Só com esse detalhe o filme mostra a que veio. Há um entendimento espontâneo, que faz com que o abismo social entre essas duas mulheres não impeça que vivam juntas um drama. Uma história de horror e amor.
Clara, com seu olhar sério e grave, por trás do qual brilha uma alma maternal, parece entender de imediato que vai precisar apoiar aquela menina carente.
E é assim que a história começa. A menina branca expulsa de seu reino e a negra que tem no sangue a senzala dos antepassados, vão se aproximar e as diferenças vão uni-las.
Sinhazinha precisa da mucama e da ama de leite que habitam em Clara. E ela tem muito amor para dar.
Ana esqueceu as “boas maneiras” e foi castigada. Quer esquecer também que o filho dela nunca vai ter um pai, fruto de uma relação fortuita com um desconhecido. Mas como quem canta seus males espanta, ela dança e canta na frente do programa brega da televisão.
Quem pinta de azul o quarto e monta o berço é Clara. E a caixinha de música antiga encanta as duas.
“As Boas Maneiras” tem duas partes. Mas não convém entrar em muitos detalhes e tirar a graça da história. Basta saber que é um filme sobre mulheres, não apenas no tema maternidade biológica ou de coração, mas no jeito de ser e conquistar, na criação de mundos, no instinto que defende a cria, no gosto pelas cantigas e pelas histórias que contam e que ouviram de suas mães e avós.
Se na primeira parte, o mundo de Joel (Miguel Lobo, muito expressivo) e sua origem desapareceram em segredo, na segunda, Clara tenta ensinar “boas maneiras” a um menino aparentemente tranquilo, na esperança de ludibriar sua natureza, que ela conhece tão bem.
Belo, comovente e original, “As Boas Maneiras” compartilha uma tendência de revigoração dos mitos, já que eles ensinam aquilo que a cultura quer expulsar. O mito em questão nesse filme fala da essência do humano e nos relembra que também somos bicho. O que é bom não esquecer porque quando a coisa fica feia, é ele que nos defende do pior. A cena final é antológica e surpreendente.
Elogios para a direção e o roteiro de Juliana Rojas e Marco Dutra, a fotografia de Rui Poças que pinta imagens estonteantes, sem esquecer a produção de arte de Fernando Zuccolotto que encontra o caminho certo entre a fantasia e a realidade nos elementos escolhidos.
“As Boas Maneiras”, merecidamente, ganhou o Prêmio Especial do Júri no Festival de Locarno.



quinta-feira, 5 de julho de 2018

A Noite Devorou o Mundo




“A Noite Devorou o Mundo”- “La Nuit a Devoré le Monde”, França, 2017
Direção: Dominique Rocher

Confesso que não vejo filmes de zumbis. Gosto de filmes de horror quando há algo a pensar. O que é muito raro.
Mas sei que sentir medo e tudo acabar depois de duas horas, é diversão para muitos. Talvez porque se reasseguram que não há nada a temer fora da sala de cinema, onde gritaram e fecharam os olhos quando o clima apertava. Adrenalina na veia.
Mas o mundo de hoje em dia provê bastante terror real. É isso que os fãs de filmes de horror não querem ver? Porque não dá para controlar a ameaça real.
E quem algum dia imaginou Paris entregue aos zumbis?
Se no lugar dos mortos vivos pensarmos em imigrantes muçulmanos, não fica muito diferente o cenário para os xenófobos, os que temem os estrangeiros em geral e os árabes em particular, muito mais depois dos ataques terroristas que aconteceram na França.
Há mesmo uma paranoia crescente entre os que vivem com medo de homens bomba, os “zumbis” atuais.
“A Noite Devorou o Mundo” presta-se a esse tipo de reflexão. Mas também a leituras mais psicológicas.
Assim, Sam (Anders Danielsen, ator norueguês de “Oslo, 31 de agosto” de 2011, do genial diretor Joaquim Trier) é um garoto que está bravo e triste porque levou um fora da namorada. Quando ele volta na casa dela para pegar coisas dele ainda com ela (o coração?), depara-se com uma festa dada pela ex e o atual dela. Fica ainda mais raivoso, ignorado que é pelos outros convidados. E não aceita nem conversar com a menina que o desprezou.
Nesse estado de espírito, Sam vai se refugiar num quartinho dos fundos do apartamento onde, cansado de tanta injustiça contra ele, dorme.
E, claro, acorda num pesadelo.
Algo aconteceu porque todos morreram e viraram zumbis. Se pensarmos na raiva mortífera que o acompanhou naquele exílio voluntário no quartinho, foi ele mesmo o causador do massacre. E agora, está à mercê dos devoradores de gente. Dente por dente, olho por olho.
Quem era Sam antes desse apocalipse? Não sabemos grande coisa. Gosta de música porque o vemos com fones de ouvido e improvisando sons com copos, garrafas e coisas da cozinha, qual um Phillip Glass sem talento.
Isso quando não bate nos pratos e tambores da bateria que já foi de alguém. Nela descarrega sua raiva e também chama os zumbis para caçoar deles. Ele é onipotente e reina acima dos pobres mortos vivos que não conseguem atingi-lo.
Sam é um solitário. Talvez tenha o perfil daqueles garotos americanos que voltam à escola para matar.
O certo é que ele prendeu um dos zumbis (Denis Lavant, ótimo), que queria come-lo, no elevador. Toda noite senta-se a seu lado, ouve os grunhidos e, fora do alcance daquelas garras, fuma charutos e faz confissões.
Há uma garota que ele fere pensando que ela era um dos zumbis. A bela iraniana Golshifteh Farahani semeia um início de culpa e luto em Sam e parece que isso o liberta da prisão que ele habita.
Mas não ficamos sabendo de muito mais.
“A Noite Devorou o Mundo” é um filme de um jovem diretor estreante, Dominique Rocher, bem realizado e baseado no romance de Martin Page (sob pseudônimo de Pit Agarmen, em anagrama), com ideias originais e uma competente produção.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

O Vazio do Domingo




“O Vazio do Domingo” - “La Enfermedad de Domingo”, Espanha, 2017
Direção: Ramón Salazar

Naquele palácio de mármore e espelhos, a dona da casa alta, cabelos brancos bem cuidados, vestida com uma saia longa de seda e suéter prata, dá as últimas instruções aos criados antes do jantar formal. Tudo tem que estar perfeito.
Anabele sabe receber bem. O jantar aconteceu, como sempre, às mil maravilhas, apesar do tédio que transparece no rosto dela.
Mas, acabado o jantar, quem é aquela moça que a encara num misto de atrevimento e surpresa? Como conseguiu entrar na casa? Não é um dos convidados.
Passado o primeiro susto, um papel amarrotado é deixado em cima da mesa. Um encontro está marcado.
E Anabele vai se ver frente a frente com Chiara, a filha que deixou com o pai aos 8 anos de idade.
Vão passar dez dias juntas. É o pedido que a filha faz. E a mãe, parecendo a contragosto, vai.
Quando chega na velha casa, nada parece mudado. E Chiara não se mostra simpática nem acolhedora. Por que então insistiu nesse encontro?
Ramón Salazar, diretor e roteirista coloca aquelas duas, a mãe (Susi Sánchez) e a filha (Bárbara Lennie), separadas há tanto tempo, juntas, para contar uma história comovente.
Dia após dia, mãe e filha vão se estranhar e se aproximar, numa coreografia de diferentes afetos, construída ao longo desse tempo que passam na mesma casa.
Não se conhecem. Os laços de sangue não ajudam. Será no mais profundo poço do abandono acontecido que Anabele vai reencontrar a filha Chiara.
Despida de luxos e da arrogância, a mãe vai comover-se com a filha. Tão distantes mas já tão próximas aquelas duas.
Há uma missão a ser cumprida. E a mãe vai oficiar um ritual de compaixão. Só ela vai entender, não sem dificuldade, do que a filha precisa. Eis o porquê do chamado.
Um clique de máquina fotográfica antiga une as diferentes fases do filme, fazendo menção ao tempo real e ao tempo imemorial do afeto.
Uma reconstrução do passado é necessária para que  mãe e  filha possam atuar, afinal, o ritual de passagem inspirado pelo amor, que une vida e morte.


terça-feira, 3 de julho de 2018

Uma Linda Mulher



“Uma Linda Mulher” - “Pretty Woman”, Estados Unidos, 1990
Direção: Garry Marshall

Todo mundo viu esse filme dos inícios dos anos 90 que marcou a última década do século XX. Foi um enorme sucesso de bilheteria e a música “Pretty Woman”, um “hit”
no mundo inteiro.
Mas o que explica a fama desse filme? Porque é gostoso vê-lo e revê-lo há 28 anos?
A resposta a essa pergunta é que, provavelmente, todos gostam de um conto de fadas. “Pretty Woman” é uma Cinderela com Príncipe Encantado (Julia Roberts e Richard Gere, esbanjando uma química rara de se encontrar), vivendo o velho tema do amor que vence barreiras, num cenário atual.
Quando Edward Lewis aparece, é um empresário milionário entediado, separado da mulher e sem tempo para a amante, de olho em empresas com dificuldades financeiras para comprar, desmembrar e conseguir muito dinheiro vendendo suas partes separadas. Ele é bonito mas “blasé”. Nenhuma alegria de viver.
É então que, perdido em Los Angeles, pede informações a uma moça, que esperava cliente na esquina.
Já tínhamos visto Vivian antes, se arrumando para sair. Peruca loura, vestido curto mostrando nua a bela curva da cintura e botas acima dos joelhos, negras e brilhantes. No recheio, Julia Roberts com 21 anos, iniciando uma carreira no cinema. Se bem que ele já recebera uma indicação ao Oscar como atriz coadjuvante por “Steel Magnolias” de 1989.
Quando vê o Lotus guiado por Gere, que pegara o carro emprestado ao seu advogado, Vivian se aproxima e pede 10 dólares para informar o caminho para o Beverly Wilshire Hotel.
Acaba dentro do carro, dirigindo e sendo convidada por Gere para passar uma semana no hotel com ele por U$3.000,00.
E acontece o que todo mundo adivinha mas em cenas bem realizadas e com o enorme encanto de Julia Roberts, perfeita no papel da garota deslumbrada com o hotel, esnobada pelas vendedoras das lojas elegantes da Rodeo Drive e finalmente belíssima na ópera com um sexy e deslumbrante vestido vermelho e o famoso colar Fred de corações de rubi.
O par se ajuda mutuamente e o empresário entediado e interessado só em dinheiro transforma-se em empreendedor, enquanto que a garota de programa permite-se o sonho da felicidade no amor.
O final feliz combina com o conto de fadas e ninguém vai discutir mais nada, porque o amor conquista tudo. E ponto final.