terça-feira, 1 de novembro de 2016

O Plano de Maggie


“O Plano de Maggie”- “Maggie’s Plan”, Estados Unidos, 2016
Direção: Rebecca Miller
Greta Gerwig, atriz adorável e consistente, é Maggie e está naquela idade que a natureza estimula o desejo de ser mãe. Mas, para Maggie, não a qualquer custo. E muito menos tendo que aturar o pai do bebê. Afinal, seus relacionamentos amorosos até então, nunca tinham durado mais de seis meses.
O fato de ter sido criada pela mãe, que engravidou tempos depois de separar-se do pai dela, quando tiveram uma recaída numa festa, deve ter ajudado na criação desse plano. Mamãe e eu soava bem aos ouvidos daquela que fora a filha que ajudava a mãe em tudo. Nada prática, a professora de poesia inglesa do século XIX, deixava tudo nas mãos de Maggie. Quando ela morreu e a filha teve que viver com o pai, foi um fim de adolescência sereno e solitário.
O plano de Maggie para ter o seu bebê incluía a doação de sêmen de um colega da faculdade, Guy (Travis Fimmel), que era o craque da matemática, além de alto e bonitão. A inseminação artificial seria feita por ela mesma.
Perguntado, Guy expressou nenhum desejo de envolvimento com o bebê, já que seu tempo agora era dedicado à sua empresa de pickles, que ia muito bem.
Só que na hora em que Guy doa o esperma e ela está num dia fértil, fazendo a auto-inseminação na banheira, toca a campainha.  E é John Harding que aparece (Ethan Hawke, ótimo). Ela vinha ajudando o antropólogo, que lecionava na mesma faculdade que ela, com seu romance, lendo e discutindo os capítulos, já que a mulher dele, uma professora famosa, não tinha tempo para isso.
Ela abre a porta, mal recomposta da banheira, quando ele se joga a seus pés e declara sua paixão. Está farto do casamento com a brilhante antropóloga.
Maggie, que estava num dia fértil, num impulso, vai para a cama com ele.
Três anos depois e com uma linda filhinha no colo, Maggie começa a se dar conta de que John é muito folgado. Sempre enrolado com aquele livro dele, não tem tempo para cuidar dos filhos do outro casamento, que empurra para Maggie. Adora a bebê, mas só para brincar com ela por pouco tempo. E a cabecinha de Maggie começa a trabalhar.
Sempre muito prestativa, passa a frequentar a casa de Georgette, a ex de John. Julianne Moore está irresistível no papel da professora mandona, com um sotaque dinamarquês e cabelos ruivos. Sentindo-se superior àquela mocinha que tivera o desplante de tirar o marido dela, foi difícil para Maggie conquistá-la. Mas, quando isso acontece, o segundo plano de Maggie vai ser posto em ação.
Rebecca Miller, em seu quinto longa, conta com um elenco resplandecente, que é o ponto alto de seu filme. Estão todos ótimos e dão vida inteligente a um roteiro que tem altos e baixos.

“O Plano de Maggie” é uma comédia romântica que se destaca das outras, principalmente por Greta Gerwig (a inesquecível Frances Ha) e Julianne Moore, a atriz mais polivalente de Hollywood. Vale a pena ver essa dupla charmosa e divertida.

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