sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Amar




“Amar”- Idem, Espanha, 2017
Direção: Esteban Crespo

Todo amor na juventude tem algo de Romeu e Julieta. Um pouco de drama também vamos ver nesses namorados jovens de “Amar”.
No caso do filme de Esteban Crespo, diretor espanhol que já ganhou um Oscar por um curta metragem, e aqui estreia seu primeiro longa, o amor é menor do que a atração física.
Laura (Maria Pedraza, muito linda) e Carlos (Pol Monen) tem 17 e 18 anos e se amam como se o mundo fosse acabar. A cena inicial já mostra uma necessidade de fusão de Carlos, que inventou uma dupla de máscaras contra gazes unidas. Os dois respiram o mesmo ar.
“- Quero respirar você! ”
Ou seja, quero ser o ar que você respira. Não posso viver sem você.
Aqui já podemos pensar como esse amor é obsessivo, já que um não pode ficar sem o outro. E a verdade é que são adolescentes e a sensualidade está à flor da pele.
Logo os vemos na cama, aproveitando que a casa da tia está vazia. Carlos diz que trouxe um presente mas que não é para abrir agora. Ela desobedece e quando abre a caixa azul diz meio brincando:
“- Mas eu já tenho um...”
“ - Mas não é para você ” responde ele.
Ouve-se a voz da tia que volta para pegar algo esquecido mas sai logo. Os dois se calam mas logo recomeçam.
No dia seguinte ele vai buscar Laura na escola e uma colega corre atrás, trazendo a sacola com a caixa azul que ela esquecera na sala de aula.
“- Você abriu a caixa? “
“ Não! Por que esse interrogatório? “
E Carlos com a cara fechada joga a sacola no lixo da rua. Sentindo-se culpado, fica paranoico achando que Laura teria contado sobre o conteúdo da caixa azul para suas amigas e agora toda a escola já sabia do assunto.
O certo é que o ciúme de Carlos, companheiro da sua suposta culpa por causa do objeto que estava dentro da caixa azul, vai envenenar o amor deles. A insegurança do rapaz o leva a atormentar Laura e o clima pesa entre eles.
Dão um tempo mas não conseguem ficar separados. E o pior é que, quando estão juntos, o ciúme de Carlos e a necessidade de se afirmar como homem, faz Laura ficar triste e ressentida, enquanto ele mergulha na depressão.
Amores de juventude, principalmente quando há satisfação no sexo, tendem a acabar porque há tanta vida ainda para viver. Estão no início de tudo que vai acontecer. E falta maturidade para enfrentar os desafios naturais de toda relação amorosa.
Mas vale a pena ver o filme e recordar essa época de nossas vidas.


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