domingo, 9 de março de 2014

Walt nos Bastidores de Mary Poppins


“Walt nos Bastidores de Mary Poppins”- “Saving Mr Banks”, Estados Unidos/Inglaterra/Austrália, 2013
Direção: John Lee Hancock

O passado sempre volta até ser resolvido ou esquecido. E a figura do pai é importante na vida dos seres humanos pois será o modelo dos meninos e o amor ideal das meninas. Pois tudo isso tem a ver com o filme “Walt nos Bastidores de Mary Poppins”.
A figura conhecida das crianças, Walt Disney (1901-1996) e P.L.Travers (1899-1996), a criadora de uma governante mágica, Mary Poppins, vão se encontrar em Los Angeles em 1961. Será que finalmente o filme sairá? Faz 20 anos que Disney sonha com isso.
Ela gosta de ser chamada Mrs Travers (Emma Thompson, maravilhosa) e assina P.L.Travers em seus livros. Mora em Londres, parece ser uma típica senhora inglesa e precisa de dinheiro. Detesta intimidades com estranhos.
Mas, desde o começo do filme vemos imagens de sua infância na Austrália, o pai bonitão (Collin Farrell), encantador, um principe encantado, dono de uma imaginação fascinante e amado com loucura pela filha mais velha. Havia um só problema. Sonhador, não conseguia por os pés no chão e cuidar direito da família. E bebia.
Para fazer o filme, a dona de Mary Poppins vai ter que mexer no seu passado que traz lembranças dolorosas. É difícil abandonar a “persona” que ela adotou para se defender do mundo.
Ela quer e não quer fazer o filme. Por isso inventa mil problemas e fica intransigente com as soluções. Nada a agrada.
Mas Walt Disney (Tom Hanks, sempre competente), que aparentemente se reconciliou com seu passado, também difícil, com um pai severo e mandão, será a pessoa que vai ajudar a rabujenta Mrs Travers a sair de sua posição defensiva e voltar a ser mais livre, como tinha sido em sua infância.
O simpático motorista americano (Paul Giamatti) também ajuda a abrir portas fechadas no coração da autora de oito livros de Mary Poppins de 1934 a 1988.
O título do filme em português, escolhido para explicar ao público que é um filme sobre Walt Disney, não tem o sentido interpretativo do título em inglês, “Saving Mr Banks”. Ele é o pai das crianças, tão ocupado quanto a mãe, que contrata Mary Poppins para cuidar dos filhos. A pergunta que o filme responde é: Mary Poppins aparece para salvar quem?
Uma das maiores delícias do filme é a perfeita reprodução dos anos 60 nos figurinos, mobiliário, carros, tudo enfim, com grande fidelidade e graça.
O filme “Mary Poppins” de 1964, que ganhou 5 Oscars, foi dirigido por Robert Stevenson e estrelado pela jovem estreante nas telas, Julie Andrews, que ganhou o Oscar de melhor atriz pelo papel.
Aqueles que se lembram do filme ou os que não viram, vão poder comprar o Blu-Ray lançado em comemoração dos 50 anos do filme.
“Mary Poppins” não saiu como a autora do livro queria mas emocionou Mrs Travers e vai encantar você.
Veja os dois. Prometo lágrimas, sorrisos e lembranças da infância.

Caçadores de Obras Primas




“Caçadores de Obras Primas”- “Monuments Men”, Estados Unidos/Alemanha, 2014
Direção: George Clooney

Em 1943,  homens arriscam suas vidas para salvar obras de arte da sanha do 3º Reich. Derrotados, os nazistas querem deixar destriuição atrás de si. O decreto Nero de Hitler era explícito. Muito mais que o “après moi le déluge” de Luis XV (1710-1774), o nada, depois dele, era o desejo do “fuhrer”.
Esse assunto palpitante e pouco conhecido poderia ter dado um ótimo filme. Mas, George Clooney, que o dirigiu, co-escreveu o roteiro e interpretou o lider da missão, fez tantas mudanças nos fatos reais para conseguir ter nas mãos um filme-exaltação dos americanos na Segunda Guerra, que o tiro saiu pela culatra.
Sim, porque não foram sete homens que levaram adiante essa empreitada de risco. E a missão não acabou logo após a derrota dos alemães. Foi bem mais do que isso.
Entre 1943 e 1951, 350 homens e mulheres, de várias nacinalidades, arquitetos, curadores de museus, historiadores e críticos de arte, foram mesmo atrás das obras de arte roubadas pelos alemães e ameaçadas pela presença dos russos no cenário do pós-guerra, que clamavam por indenização pela morte de 20 milhões de russos.
As fotos reais nos créditos finais do filme mostram a realidade, não a história de Clooney que reduziu o número dessas pessoas para sete, cinco americanos, um inglês e um francês, para dar maior agilidade à narrativa.
Assim, Frank Stokes (George Clooney), James Granger, curador do Metropolitan em Nova York (Matt Damon), Richard Campbell, arquiteto (Bill Muray), Walter Garfield, escultor (John Goodman), Jean-Claude Clermont, francês (Jean Dujardin), Preston Savitz, arquiteto (Bob Balaban), Donald Jeffries, inglês (Hugh Bonneville de “Downton Abbey”) e Sam Epstein (Dimitri Leonidas) são os homens que, não treinados para a guerra, vão enfrentar o perigo.
Os bons atores, que tem poucas cenas juntos porque o grupo é dividido em pares para atuar em pontos diferentes da Alemanha, esforçam-se para dar corpo a personagens que não chegamos a conhecer como pessoas com suas motivações para fazer o que fazem, graças a um roteiro que dá mais ênfase a situações de comicidade.
Além de tentar salvar obras que pertenciam ao patrimônio da humanidade, esses homens também procuravam resgatar coleções particulares de judeus, que deveriam ser devolvidas a seus verdadeiros donos. Pilhadas sistemáticamente, eram enviadas, junto às outras obras roubadas, para ornamentar o futuro Museu do Fuhrer em Linz ou para adornar paredes de oficiais nazistas.
E isso transparece de um jeito canhestro no filme, numa cena na casa de um sobrinho de um dentista que arranca um dente de Bill Muray.
Entretanto, nem tudo são falhas em “Caçadores de Obras Primas”. A personagem de Cate Blanchett é bem trabalhada pela atriz talentosa. Ela passa claramente a desconfiança de se esses homens iriam mesmo salvar  os tesouros roubados escondidos ou roubá-los também.
O jantar de Cate com Matt Damon é uma cena deliciosa que tem charme e sedução.
O resto é entretenimento razoável. 

sexta-feira, 7 de março de 2014

Lunchbox


“Lunchbox”- “Dabba”, India/Alemanha/Estados Unidos/França, 2013
Direção: Ritesh Batra

Quem conhece Mumbai na India, não se espanta com a imagem de trens apinhados que combina com a outra do telhado coalhado de pombos. Nas ruas, a multidão fervilha no meio de um trânsito caótico de carros, bicicletas, motos, “tuc-tucs”, carroças e sabe-se lá o que mais.
Ninguém diria que é possível haver solidão nessa cidade. Mas sim, existe.
O viúvo Saajan Fernandes (Irrfan Khan de “As Aventuras de Pi”) segue uma rotina solitária, da casa para o trabalho e daí para casa de novo. Ele não é um velho mas já passou da meia-idade e está perto de aposentar-se. Planeja retirar-se para o campo.
Seu rosto inexpressivo, sua vida monótona e a ausência de sonhos, parecem imutáveis nesse personagem da grande cidade, até que um erro impensável coloca tempero em sua vida.
O serviço de entrega de marmitas de Mumbai é muito conhecido e respeitado. Já foi até motivo de estudo da Universidade de Harvard. Seus 5.000 entregadores, que levam e trazem de volta o alimento dos que trabalham nos escritórios do governo e de empresas, nunca se enganam.
Mas, como toda regra tem exceção, a marmita preparada com esmero por Ila (Nimrat Kaur), uma bonita indiana que teme que seu marido Rajeev esteja se afastando dela, vai parar na mesa de Saajan.
Na hora do almoço, no refeitório, quando abre a marmita, os olhos de Saajan arregalam-se enquanto um cheiro delicioso vem das panelinhas empilhadas. Come rezando.
E Ila, quando vê a marmita vazia voltar, grita na janela para sua tia:
“- Tia! Está totalmente vazia! Parece que ele lambeu!”
“- Eu não falei? Seus quitutes vão trazê-lo de volta!”
Mas à noite, quando Rajeev chega com o mesmo comportamento distante e nada de falar da comida dela, ela pergunta:
“- E o almoço?”
“- A couve-flor estava boa.”
Decepção. Grita Ila na janela:
“- Tia! A marmita foi para outro...”
Claro, não tinha couve-flor na marmita dela.
E o próximo passo é Ilia escrever um bilhete para o apreciador de sua comida:
“Obrigada por devolver a marmita vazia.”
E começa assim, uma troca de cartas, sempre escondidas na marmita.
Na vida de Saajan e Ilia, algo de novo acontece. Essa amizade epistolar vai mudar a vida deles.
O diretor estreante, Ritesh Batra, acerta no tom da história principal e também na do substituto de Saajan, o jovem Shaik (Nawazuddin Siddiqui), o divertido orfão que vai ser treinado para substituir o aposentado.
Solidão, envelhecimento, rejeição, amizade, solidariedade, temas tratados com delicadeza em “Lunchbox” fazem desse filme uma surpresa agradável para quem pensa que indianos só produzem filmes tipo Bollywood, com cantorias, danças e heróis mitológicos.
“Lunchbox” é simples e universal.


quarta-feira, 5 de março de 2014

Sem Escalas


“Sem Escalas”- “Non-stop”, Estados Unidos/França, 2014
Direção: Jaume Collet-Serra

Liam Neeson, 61 anos, irlandês, marcou sua presença como ator no filme “Lista de Schindler”, Oscar para Steven Spielberger em 1993. Rosto expressivo, físico imponente, voz atraente rouca, não dá para esquecer dele. Pena que agora, ele só faz filmes de ação.
O último que eu me lembro de ter visto com ele foi “Chloe” 2009, quando ele viveu um drama na vida real. Sua mulher, Natasha Richardson (filha da atriz Vanessa Redgrave e do diretor Tony Richardson), sofreu um banal acidente de ski e morreu dois dias depois. O marido abandonou a filmagem e ficou ao lado dela no hospital.
Na ressaca do Oscar, resolvi vê-lo em “Sem Escalas”, sem ter lido nada sobre o filme.
O começo do filme é atraente. Estamos dentro do carro dele, que bebe uisque num copo descartável. Disfarça o cheiro com um “spray” para a boca. Desce do carro, atende ao celular mas só entendemos ele dizer:
“ - Pode confiar em mim...” e passa um avião fazendo muito barulho.
Ele está com o rosto crispado e o vemos fumando na porta do aeroporto. Sentimos tensão nele e a câmara está um pouco desfocada, como se fosse o seu olhar. Chove e as cores são escuras.
Ele examina os passageiros sentados na porta de embarque para o mesmo voo que ele vai pegar. Entre eles, reconhecemos Julianne Moore. Há um homem com roupa étnica árabe.  Sem querer, esbarra num negro que reclama e ele nota no chão um brinquedo de criança.
Quando os passageiros embarcam, ele traz o boneco perdido e convence a menina relutante a entrar no avião.
Ele está na executiva e o negro, que empurrou sem querer, está ao seu lado. Mas não por muito tempo porque Julianne Moore pede para sentar na janela e o negro cede o seu lugar.
Lado a lado, ele não consegue disfarçar o medo durante a preparação para a decolagem. Ela conversa para distraí-lo e pede dois gim-tônica. Mas a aeromoça (Michelle Dockery de “Downton”) só traz um e dá para ela, que segura a mão dele, que está apavorado.
E o avião decola.
Nada como o interior de um avião para passar um clima claustrofóbico. Pior ainda quando, relaxando do medo que tem da decolagem, Liam Neeson, o agente federal aéreo Bill Marks, que deveria zelar pela segurança do voo, começa a receber mensagens ameaçadoras no seu celular. Um dos passageiros parece conhecê-lo bem e insiste que vai matar uma pessoa a cada 20 minutos, se U$150 milhões não forem depositados em uma conta.
Um grande acerto foi colocar em português as mensagens dos celulares que aparecem na tela. Se fossem usados os letreiros, não daria para acompanhar a história, que depende que as mensagens sejam lidas pela plateia.
O diretor espanhol Jaume Collet-Serra consegue impor um ritmo febril nos acontecimentos a bordo e, com isso, fisgar a nossa atenção.
O problema é que o roteiro é falho em explicar bem o que está acontecendo. Depois do filme, o espectador tem que ficar ligando as pontas soltas por si mesmo.
Lupita Nyong’o é uma outra aeromoça que entra muda e sai calada. Mas reconhecemos sua bela imagem.
Bom entretenimento, “Sem Escalas” é um filme que tem um final meio apressado e chocho.
Ficou devendo.

terça-feira, 4 de março de 2014

A Gaiola Dourada



“A Gaiola Dourada”- Idem, Portugal/França, 2012
Direção: Ruben Alves

Maria e José são portugueses que imigraram para a França e se instalaram em Paris em 1979. Bons trabalhadores, fama desses estrangeiros cuja presença é sinal de dedicação e carinho no que fazem, tornam-se indispensáveis para seus patrões.
Os moradores do prédio de classe média alta em que trabalham como zeladores, sentem-se recompensados e sortudos por contarem com a família Ribeiro, na figura onipresente de Maria, principalmente (Rita Blanco).
Ela vai desde cuidar das crianças gêmeas que viu nascer, até ajudar Mme Reichert na confecção de um jardim primoroso, forte candidato num concurso de jardinagem.
Maria não se poupa e trabalha mais do que o esperado, não deixando os bonsais de M. Zu descuidados quando ele viaja e passando a ferro com delicadeza as roupas mais finas que Mme Reichert não se atreve a entregar a tintureiros.
José (Joaquim de Almeida), por sua vez, é mestre de obras de uma construtora, há mais de 30 anos, onde exerce sua arte de pedreiro e cuida que os outros empregados, quase todos portugueses como ele, cumpram os horários e as normas de segurança, evitando pesadas multas. Na verdade, é o faz-tudo da empresa.
Os filhos Pedro e Paula nasceram na França mas a cultura portuguesa faz parte de seu dia a dia.
Ruben Alves, português que mora na França há 40 anos, dedicou esse seu primeiro filme a seus pais. E acertou em cheio. “A Gaiola Dourada” é entretenimento de qualidade, divertido e cheio de quiproquós.
O fato é que o casal português não se dá conta de que são explorados por causa de sua boa fé e empenho em agradar. Os filhos são os primeiros e os únicos a falar nisso, porque os patrões deles estão bem contentes com a dedicação 24 horas por dia.
Mas a coisa muda de uma hora para a outra.
José e Maria que não pensavam em Portugal, recebem uma herança inesperada com a condição de que se mudem para lá. São vinhas de um bom Porto e uma bela casa, construida pelo pai de José, com sua ajuda.
E o conflito se instala no coração dos bons portugueses.
Sonham com a “terrinha” mas a família está em Paris, bem adaptada e os patrões acordam para a desgraça de perdê-los e os enchem de mimos e substancial aumento de salários, quando a notícia transpira. Ainda por cima, os filhos não querem ir com eles. O que fazer?
O uso de canções portuguesas, o fado, a cozinha onde impera o bacalhau, o jeito comunicativo e humilde dos imigrantes, são o pano de fundo para o desenrolar dessa comédia simpática, que não quer ditar moral para ninguém nem discutir sobre classes sociais.
Cabe ao espectador notar os detalhes e fazer as reflexões. E rir muito com o jeitão simples de falar palavrões e contar histórias que os portugueses tem, em contraste com os franceses tão diferentes deles, menos comunicativos mas que sabem o que é bom para eles.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Noite do Oscar 2014 - Minhas Opiniões


Noite do Oscar 2014 – Minhas Opiniões

Ontem, no calor da entrega dos prêmios, deixei muita coisa de lado. Afinal, àquela hora tardia, não dava para escrever tudo.
Nas imagens que ficaram na minha cabeça, percebo a Academia mudando, para premiar filmes mais baratos e feitos com alma e indignação.
“12 Anos de Escravidão” e “Clube de Compras Dallas” são libelos contra o sofrimento de pessoas que, ou perdem injustamente sua liberdade, uma vergonha para a humanidade, ontem e ainda hoje, ou morrem por causa de interesses de laboratórios farmacêuticos cooptados por governos. Outra vergonha mundial.
E também parece que a Academia não gostou de dois filmes que focavam gente mentirosa e drogada. Apesar de que, na minha opinião, “O Lobo de Wall Street” é um filme altamente moral, com uma lição importante para se aprender. O que não acontece com “Trapaça”. Os dois filmes não ganharam nada. Achei injusto. Leonardo DiCaprio realizou, sob a direção do mestre Scorsese, um belo trabalho.
“Ela”, meu filme favorito, do grande Spike Jonze, comandou um dos momentos mais singelos e românticos da noite com a linda canção “The Moon Song”, que deveria ganhar. Esse rapaz talentoso e original, levou para casa, merecidamente, o Oscar de roteiro original. Ele tem belas ideias.
“Gravidade”, lançado no Festival de Veneza e muito elogiado desde então, mereceu cada prêmio que recebeu. Alfonso Cuarón fez poesia no espaço e reconheceram seu talento com o Oscar de diretor.
Outro ponto que eu notei: as minorias gay e negra, foram altamente valorizadas. No tapete vermelho, Portia Di Rossi, companheira de Ellen Degeneres, a apresentadora da noite, contava tranquilamente que não podiam ir a nenhuma festa do Oscar porque Ellen acorda cedo para o seu show na TV.
E “Clube de Compras Dallas”defende o direito das pessoas exercerem sua sexualidade sem que precisem temer as consequências mortais da AIDS e possam se tratar de uma doença que hoje em dia não mata como nos anos 80.
A grande estrela da noite foi Lupita Nyong’o que trouxe a África para o Oscar e esbanjou talento e elegância.
E, para reafirmar seu direito a todos os prêmios, Cate Blanchett nem sequer foi respingada pelas ofensas dirigidas ao diretor Woody Allen, a quem agradeceu no seu discurso.
Angelina Jolie recebeu o Oscar por sua participação solidária a favor dos que sofrem e estava linda como sempre. Seu sorriso iluminou a tela. Na plateia, palmas do marido orgulhoso.
Ellen Degeneres foi uma ótima mestre de cerimônias e o “timing” dela funcionou. Sobraram umas farpas para Liza Minelli, que virou a cara e para Bradley Cooper, a quem entregou um prêmio de consolação divertido que ele recebeu friamente.
Adorei as fotos de celular que ela organizou e que trouxe para o Oscar a mania atual de colocar fotos na internet. Afinal, eles são gente como a gente. Bem mais brilhantes e glamurosos, admito.

domingo, 2 de março de 2014

Noite do Oscar 2014


Noite dos Oscars 2014 


Foi uma noite feliz.
O Oscar mais disputado de todos os tempos, agradou. E era difícil porque todos os indicados mereciam o prêmio.
E de uma forma interessante, os dois favoritos saíram ganhando.
“Gravidade”, a maior bilheteria, levou 7 Oscars, o principal deles para seu diretor Alfonso Cuarón, entregue a ele pela sempre maravilhosa Angelina Jolie.
E “12 Anos de Escravidão” foi consagrado o melhor filme. O diretor Steve McQueen e o produtor Brad Pitt subiram ao palco para receber seu Oscar, felicíssimos.
Mattew McConughey e Jared Letto, os favoritos para melhor ator e coadjuvante, merecidamente levaram para a casa a cobiçada estatueta. “Clube de Compras Dallas” também ganhou o prêmio de melhor maquiagem e cabelo.
Aliás, o Oscar de Mattew McConaughey (casado com a bela brasileira Camila Alves) foi entregue por Jennifer Lawrence, de Dior vermelho, linda e simpática como sempre, mesmo não levando o seu segundo, que certamente virá em sua carreira.
A bela e talentosa Cate Blanchett, a mais premiada nesse ano, já que ganhou todos os prêmios a que foi indicada, consagrou-se a melhor atriz, vestida com o vestido mais lindo da noite, um Armani “nude” bordado. Chiquérrima!
Um dos pontos altos foi Lupita Nyong’o vestida num Prada azul bebê deslumbrante, ganhar o prêmio para sua sofrida interpretação em “12 Anos de Escravidão”. A plateia aplaudiu a nigeriana de pé.
“A Grande Beleza” o preferido dos críticos, foi consagrado o melhor filme estrangeiro. Paolo Sorrentino, o diretor e Toni Servillo, o ator, subiram os degraus do palco e sob muitos aplausos, agradeceram com belos sorrisos no rosto.
Os prêmios para roteiro adaptado e original, foram entregues por um casal elegante para “12 Anos de Escravidão” de John Ridley e “Ela” de Spike Jonze. Penélope Cruz e Robert De Niro estavam impecáveis.                                    
A melhor canção ficou para “Let it Be”de “Frozen”.
O “In Memoriam”, apresentado por Glenn Close, homenagem aos que nos deixaram, incluiu o brasileiro Eduardo Coutinho, nosso mestre em documentários inesquecíveis.
Ellen Degeneres foi a mestre de cerimônia e saiu-se muito bem. Brincou com todos na plateia, vendeu pizza e comandou uma foto com quase todos os indicados, tirada num celular.
As mulheres estavam quase todas de vestidos claros bordados. Exceção para Charlize Teron e Julia Roberts de negro, belíssimas, Amy Adams de azul marinho e o vermelho de Jennifer Lawrence. Poucas joias. Mas poderosas.
E agora, é esperar pelo próximo, com a impressão de que o mundo do cinema não perde nunca o seu charme.